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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Quem é Doctor Who?


Talvez seja estranho falar de Doctor Who no nosso espaço. Mas atualmente, principalmente no Universo Geek, a cena pop brasileira está sendo tomada por uma das séries mais antigas no ar pela TV Britânica.
Quem é Doctor Who?  

A série ficou conhecida pela primeira vez no Brasil com a exibição do filme de 1996, chamado "Doctor Who - O Senhor do Tempo", mas consolidou-se com as exibição da série produzida no séc. XXI pela TV Cultura desde 2011, fruto da parceria com a Britânica BBC. 

segunda-feira, 9 de março de 2015

Política para Principiante - Parte 2


ENTENDENDO IDEOLOGIAS
Hoje vamos falar de um assunto que divide e confunde muitos brasileiros, mas facilmente entendido pelos franceses: A Direita e Esquerda.

DIREITA, ESQUERDA E CENTRO
As pessoas só começaram a possuir esta noção, quando o mundo foi abalado pela Revolução Francesa (1789-1799). Derrubado o Rei Luís XVI, a República instaurada dividia-se em três grupos burgueses: Os sentados à Direita, os sentados à Esquerda  e os sentados ao Centro na Assembléia Nacional.

Os sentados à DIREITA (Girondinos)  estavam preocupados com destruir os privilégios de sangue (nobres e reis), não privilégios financeiros. Queriam liberdade para que os governantes não interfiram em seus negócios. 

Os sentados à ESQUERDA (Jacobinos) queria mudanças em que pobres e ricos tivessem menos diferenças, como lei de preços máximos para os alimentos essenciais e ensino disponível pros mais pobres. 

Os sentados ao CENTRO (Planície), pensavam moderadamente as duas posições, apoiavam quem estava na liderança, mas sem se comprometer.

Após este período, ficou comum a divisão ideológica geral destes grupos. Geralmente identificamos pelas cores da bandeira moderna francesa, a direita como azul, o centro como branco e a esquerda como vermelha

Atualmente, também usamos os termos "moderado" e "extremo"para posições de direita e esquerda. Vamos fazer um apanhado destes casos:



EXTREMA DIREITA  - Identificado com o Fascismo, retira os direitos de liberdade de expressão, incentiva um capitalismo nacional. Os sindicatos são parte do governo (então anula seu poder de questionamento) e a diferença de salários é enorme. A insatisfação e a crítica não é admitida. Creem que os cidadãos em essência não sabem o que é melhor pra eles, e que regimes livres são apenas "fracos" e frágeis. É incentivada a pena de morte.



DIREITA MODERADA - Identificada com o Liberalismo, "Estado bom é o que governa menos". Incentiva a Economia, a Democracia e Globalização. As empresas tendem a ser privatizadas (o governo vende a empresa pública, confiando aos empresários) mesmo quando pertencem aos próprios políticos. Consideram natural e inevitável a diferença entre ricos e pobres, porque acreditam que as oportunidades são iguais. Tendem a ser internacionalistas, no caso brasileiro, costumam identificar-se com os valores dos USA.



CENTRO - Enquanto no Exterior costumamos chamar de social-democratas, no Brasil, tendem a ser "neutros", ou "fisiológicos". Os social-democratas desejam o enriquecimento de alguns (livre iniciativa) sem esquecer projetos sociais. É o caso da Suíça e vários países nórdicos que conseguiram diminuir as diferenças sociais. Já os neutros ou fisiológicos, buscam suas atitudes e opiniões por momento ou conveniência.

    
ESQUERDA MODERADA - São identificados como Trabalhistas, a Esquerda que luta democraticamente em países liberais. Defendem a liberdade dos cidadãos, a cidadania e até a livre iniciativa econômica, mas dão prioridade para o social, com projetos para equilibrar a diferença entre ricos e pobres. Tentam compensar a pobreza com a ajuda do governo. Lutam por várias diferenças como o feminismo, a igualdade racial, etc. Apesar da identificação com o Socialismo, costumam ser bem críticos com seus parceiros também da esquerda.



EXTREMA-ESQUERDA - Identificada com a implantação de governos Socialistas Radicais e o Movimento Anarquista. A cidadania é considerada uma farsa da Direita, por isso não há preocupação com certas liberdades civis. A prioridade é equivaler as pessoas, dividindo as terras e estatizando as empresas (tomar empresas de seus donos, ficando o controle do governo e os lucros para projetos sociais). A diferença entre salários é pouca. O acesso à saúde, escola e empregos,  e investimento na Arte e nos esportes são garantidos pra compensar seu autoritarismo. A pena de morte é comum nestes lugares para impedir o fim deste tipo de governo.  

Já os Anarquistas concordam que "governo bom é o que governa menos" por isso querem o fim do Estado e a divisão das empresas.   

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A partir das divisões gerais, é possível o leitor entender suas opções de ideologia. Você simpatiza com uma, mesmo sem saber.
Percebemos que muitas frases e bordões soltos na Internet confundem as pessoas, como: "Nazismo é de Esquerda", ou "todo governo é de direita", "direita e esquerda não existem mais". Nos últimos tempos, nunca estive mais certo que para muitos brasileiros, não há ENTENDIMENTO de Direita e Esquerda, mas que eles existem, ah, como existem!

Continuemos falando mais depois.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Lançamento: O Amanhã não é o Bastante

Oi pessoal!
Boas novas, estamos com um lançamento do meu segundo livro, parecia mais difícil que o primeiro, mas saiu. Agradecimentos à Editora Multifoco e ao Edson Augusto pela nossa inclusão na F.A.M.A - Feira de Autores da Mata Atlântica. 
E como é nosso trabalho?



Três amigos, uma jornalista, um professor e uma engenheira. Após a forte amizade que os uniu na adolescência, cada um foi pro seu canto. A saudade  fez com que se reencontrassem, cada um mais maduro e com seus próprios segredos. Regina, a jornalista, desperta para um instinto de detetive, e o acaso lhe faz encontrar com os casos mais mirabolantes. Francisco, o professor universitário, que parece esconder a determinação - e as habilidades - de um Super-herói quando os mais fracos estão em perigo. E Ilva, a engenheira - que ninguém consegue acertar o nome - com sua tímida coragem e amor à natureza. Mas o mais difícil caso é resolver a paixão nutrida em segredo um pelo outro. 

Ficou curioso ou curiosa?      

Só lendo pra saber!

domingo, 20 de julho de 2014

QUE GUERRA SANTA?!


E o ciclo se repete: Alguma bomba ou morte aparece nos jornais e relembramos o Oriente Médio. 
De novo fazemos críticas, de novo alguém pensa que se não houvesse algum campeonato de futebol os brasileiros estariam todos viajando pra fazer protestos. De novo, comparamos com II Guerra. De novo, as pessoas falando em Guerra Santa...

Nós que estamos ficando velhos, temos que ter paciência, pois a cada geração, surge um novo grupo de pessoas que não tem culpa por confundir o sentido das coisas.  

Primeiro, não podemos julgar o que conhecemos pouco. Os jornais - e até em parte, o aprofundamento dos currículos escolares - não permitem entendermos o que é Israel, o que é Judaísmo, o que é Palestina, e o que é Islã. 

Os judeus, bem sabemos, descendem do patriarca Abraão e Itzchak, os primeiro monoteístas na Torah  (Bíblia Hebraica). Os árabes também alegam a mesma origem, descendendo de Abraão também e Ismael. Há versões diferentes da história. Para os judeus, Abraão despediu Ismael e sua mãe Hagar para o deserto, depois de abençoa-lo. Para os árabes, Abraão e seu filho fundaram o santuário de Caaba. 

Mas a atual questão da "Terra Santa" NADA tem a ver com religião. As pessoas focam suas orações e tradições pra lá, mas não há nenhuma ofensa à religião, ninguém está dizendo que seus templos são malignos (coisa que os cristãos fizeram nas Cruzadas) ou desdenham seus profetas (a maioria são os mesmos). 

Os judeus sempre esperaram seu retorno à Palestina, o sonho da "Aliá eretz Israel", sendo perseguidos e escorraçados por acusações falsas (que ainda se ouvem nos comentários a mais, quando alguém inicia a fala dos ataques à Israel). E só o trauma da II Guerra que lhes deu esta possibilidade perante o mundo. Embora a criação deste Estado foi a grande "solução final": "Voltem pra palestina!" como pichavam os antissemitas. Em outras palavras, "nos livramos de vocês e vocês servem de tampão contra o crescimento dos árabes".

Os palestinos, por sua vez, foram sempre os escorraçados do mundo árabe, sendo mesmo perseguidos em outras terras árabes, quando por exemplo 4 mil foram mortos na Jordânia no século passado. Viram a presença deste como um invasor ocidental, não um irmão que retorna. O Islã apenas fala em "Jihad", "Restauração" que chamamos de "Guerra Santa" quando a fé islâmica está ameaçada. 

A situação ficou pesada quando Israel perdeu o apoio ambíguo de Inglaterra, França e URSS, e dependeu exclusivamente dos USA que deseja o petróleo do Oriente Médio.

Pois bem, 2 povos que não tem pra onde correr, e fora tréguas esporádicas, o orgulho de governantes radicais (Likud israelense e Hamas palestino) faz com que ninguém queira ceder primeiro. Tem em suas cartilhas a extinção do outro. Tanto que a Cisjordania (que o Hamas não controla) está em paz. Em Heifa, israelenses e palestinos estão em paz. Os moderados (Rabin e Arafat) não existem mais e são censurados. Só política e politiqueta, nenhuma das religiões incentiva a morte de inocentes ou atacar em nome da fé. 

Tem espalhado muita notícia fake em cima até de fotos antigas. Afinal, quem fala árabe ou hebraico para conferir por aqui? Israel tem excesso de força, e o Hamas usa a população local de escudo tentando imitar a "Intifada". No máximo, isso podemos criticar. Atacam Israel com discursos que deixa na cara o velho antissemitismo que nunca acabou no Ocidente e a Palestina com o mesmo discurso de "gente fanática e analfabeta". Não dá mais pra aceitar!

Ambos os lados estão certos, e errados também. Por isso, fico com os projetos de integração de mulheres e crianças palestinas e israelenses, para ao menos no futuro cicatrizem as feridas e caminhemos pela paz.