quinta-feira, 14 de abril de 2016

Política pra Principiante 3 - Como funciona o Impeachment em 5 páragrafos


Muito tem se falado sobre o processo de Impeachment da presidente Dilma Roussef. No meio de tantos boatos, resolvemos eliminar detalhes inúteis e contar como funciona em apenas 5 parágrafos:

1- Para que haja Impeachment segundo a Lei 1079/50, não adianta um abaixo-assinado, ou mesmo um "compartilhamento de 1 milhão de assinaturas" via Facebook. É algo mais simples: uma denúncia (de qualquer cidadão brasileiro) que seja acolhida pelo Legislativo. 
FHC, Lula ou mesmo o presidente Barack Obama já receberam estes pedidos, mas não foram acolhidos.
O povo ir às ruas legitima o pedido, mas ao contrário do ex-presidente Collor, a ida às ruas a favor da presidente também legitima o oposto.

2- No caso de Dilma, o processo acolhido não foi de enriquecimento ilícito ou corrupção passiva, mas a "pedalada fiscal": na hora de repassar o dinheiro para os bancos, houveram atrasos para que o mês terminasse positivo (+ lucro e - despesa).

3- Sendo acolhida, a primeira apuração é na Câmara dos Deputados (primeiro departamento do Congresso). Mas não adianta ser maioria, são necessários 2/3 dos votos a favor do Impeachment.   

4- Passando pela Câmara, será a vez do Senado, mas quem presidirá é um Ministro do STF, que peguntará aos senadores um a um,  se o político em si,  é culpado e deve ser afastado.

5- Passando tudo isso, o político perde seus poderes políticos por 8 anos, como foi o caso de Fernando Collor.  No caso de Dilma, assumirá Michel Temer até o fim do mandato. Em caso de Temer também ser afastado, e durante o intervalo de posse, quem fica no comando é o Presidente da Câmara, Eduardo Cunha.  

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Street Fighter II – o jogo da Globalização


Em 1991, logo após o fim da Guerra Fria estreava nos fliperamas da empresa Capcom o jogo Street Fighter II: The World Warrior. O jogo narrava um duelo de artes marciais pelo mundo, e por trás estava a poderosa organização terrorista Shadaloo de M. Bison escondida na Tailândia, com representantes nos EUA (Balrog) e Espanha (Vega). Os personagens principais eram o japonês Ryu e seu amigo norte-americano Ken, além de outros personagens espalhados pelo mundo: O japonês Honda; a fera do Brasil, Blanka; o “herói do Vietnã” americano Guile; o yogue indiano Dhalsim. Os países do bloco socialista que desmoronava na época não foram esquecidos, como o russo Zangief e a chinesa Chun-Li. 
O game fora considerado o jogo do ano, sendo a garantia do sucesso do videogame Super Nintendo (SNES) na década de 1990 com diversas versões e remakes. Em 1994, novos personagens foram incluídos no elenco em "Super Street Fighter II; The New Challenger", a inglesa Cammy, o jamaicano Dee Jay, o índio mexicano T. Hawk e o ator Fei Long de Hong Kong. 
Os analistas interpretam Street Fighter como um marco da cultura pop e um símbolo da Globalização, pois os países escolhidos são os considerados atuantes duradouros nos caminhos do Mundo, o Brasil, por exemplo, estava entrando na abertura tanto política com redemocratização, quanto econômica, com a Neoliberalimo, o que trouxe os primeiros jogos de Street Fighter para videogames domésticos, os jogos da Nintendo não eram liberados pela Playtronic no Brasil.
Os novos países do jogo de 1994 (excetuando Inglaterra) são os novos participantes em potencial do clube da “Nova Ordem Mundial”, incluindo o retorno de Hong Kong da Inglaterra para a China, e infelizmente, até poucos anos, não ter nenhum street fighter africano.  


quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Quem é Doctor Who?


Talvez seja estranho falar de Doctor Who no nosso espaço. Mas atualmente, principalmente no Universo Geek, a cena pop brasileira está sendo tomada por uma das séries mais antigas no ar pela TV Britânica.
Quem é Doctor Who?  

A série ficou conhecida pela primeira vez no Brasil com a exibição do filme de 1996, chamado "Doctor Who - O Senhor do Tempo", mas consolidou-se com as exibição da série produzida no séc. XXI pela TV Cultura desde 2011, fruto da parceria com a Britânica BBC. 

terça-feira, 21 de julho de 2015

Enciclopédia Mitologia - Apolo e Dioniso


A partir de hoje, vou incluir na nossa página, um assunto de minha pesquisa que fascina até hoje muitas pessoas: a Mitologia Grega. Fascina-nos até hoje estes contos de cunho místico, romântico e heróico. Eles ainda tem algo a nos dizer:

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Filme-Crítica: De Plutão a Interestelar

Esta semana, a sonda New Horizon chegou em Plutão (134340 plutão), o último planeta do Sistema Solar, levando as cinzas de seu descobridor, Clyde Tombaugh.  Foram anos de jornada.  

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Os Desenhos Brasileiros


Um dos prazeres de infância que acompanharam os adultos desta geração são os desenhos animados. Não são mais vistos como exclusivos pra crianças. E eu lembro bem que em duas décadas atrás, nós ambicionávamos ter desenhos brasileiros. 

Dependíamos quase exclusivamente dos norte-americanos. Raramente alguns clássicos franceses apareceram na TV brasileira, e progressivamente, a criatividade americana caiu, tanto no traço (apostando no estilo a pretexto mais infantil) quanto em enredo. Na década de 1990, os japoneses de uma entrada tímida estouraram no país, mas mesmo admiradores (como eu!) tem que confessar que cada vez mais caminham para a repetição. Pixar e a lendária Disney vivem do cinema animado, mas decaem bastante quando transformam o trabalho em série. 

Hoje, com o fim da propaganda infantil, desapareceu também boa parte dos desenhos animados da TV aberta, tendo como única exceção a TV Cultura. Mas curiosamente é graças às leis de incentivo à programações nacionais na TV fechada, a Ancine e alguns "estágios" de profissionais no exterior (que geraram "Era do Gelo" ou "Cassiopeia") que surgiram uma certa diversidade. 

A Turma da Mônica é o carro chefe desta produção pois é a mais antiga. Basta ver as primeiras produções isoladas (em especiais lendários em VHS ainda no período militar) e comparar com as últimas feitas. A MSP ainda não tinha cacife pra fazer desenhos regulares, apenas "filmes" curtos. As séries se baseiam em diversos episódios já conhecidos dos leitores dos gibis com uns toques modernos. Os cenários continuam simplórios, mas são apresentados até em 3D. Esta produção que é apresentada (obviamente) na Rede Globo é acompanhada pelo Sítio do Picapau Amarelo, versão bem simplificada da obra de Monteiro Lobato, talvez num ritmo mais veloz que o próprio autor pensou...  


Mas e as produções feitas do zero? Aí entra a TV Cultura que investiu na exibição de alguns deles. Um dos primeiros foi Nilba e os Desastronautas. Um desenho de plágios bem original. Conta as desventuras de um garoto que convence uma tripulação espacial a viajar pelo espaço e vão parar na Lua Ervilha. A canção tema já anuncia: "a pior tripulação numa sucata espacial", isto é, como diz a gíria, "bem BR" mesmo. Lembra a temática do "Perdidos no Espaço", e fazem paródias divertidas com Star Trek, Chapolim, Avatar e até Caverna do Dragão. O desenho da 44Toons é muito bom, e exibido até nos Estados Unidos.  


Uma produção bem diferente é Zica e os Camaleões. À primeira vista, mais parecia um dos desenhos da MTV.  Conta a vida cheia de dilemas da adolescente conhecida como Zica. Interessante que a turma roqueira de Zica é desenhada em preto e branco, enquanto os demais, inclusive sua família, são excessivamente coloridos. Rebelde, sim, mas diferente dos da MTV, rebelde com causa. Ela questiona de forma inteligente o mundo, não faz o papel de filha revoltada. O pai não tem tempo, a mãe só pensa em lojas e o irmão segue modinhas. No fim, ela se confidencia com seus camaleões de estimação (sempre camuflados!) e no fim, uma canção da personagem, até em forma de carne e osso mesmo. É um desenho legal, mas poderia ser mais longo.


Outra pérola é um com um título enorme e estranho: Osmar, a Primeira Fatia do Pão de Forma, dublado por ninguém menos que a dupla Marcius Melheim e Leandro Hassum. Melheim encarna Osmar e Hassum seu melhor amigo Steve, num mundo em que todos os personagens são pães, queijos e massas, o personagem principal é um pão de forma... a primeira fatia cascuda dele. Por isso é o indesejado e tratado como fracassado.  O roteiro é simples, ele é azarado, sem dinheiro (e perde dinheiro!) e a bisnaga que ele gosta, nunca lembra seu nome. Lembra os velhos desenhos de Hanna-Barbera, mas para a dupla, o humor não é tão intenso quanto poderiam. 



Já sem nomes conhecidos, mas vozes conhecidas, há também o Historietas Assombradas - Pra crianças malcriadas. Tem o traçado atual dos desenhos malfeitos norte-americanos. O roteiro tão sem sentido como alguns da Nickelodeon. As bizarras aventuras de um garoto arteiro chamado Pepe, cuja avó é uma feiticeira e seus amigos mais bizarros que ele, exceto a doce Marilu (a única com a cabeça no lugar). Surgem os monstros mais bizarros, (apresentados com cenas de Card Game, com pontos e estatísticas!). Você reconhecerá as vozes dos dubladores de Wolverine e Nicole Kidman nestas aventuras em que pintaram o Pé-Grande, o Lobisomem e até a Loira do Banheiro. É tosco de traço, mas dá umas boas risadas. 
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 Ainda tem alguns outros, mas é bom saber que o brasileiro enfim conquistou outras mídias e sabe ser criativo.